terça-feira, 22 de abril de 2014

Irai-vos e não pequeis


“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.” (Efésios 4:26 e 27)

Uma característica da velha natureza do homem é o temperamento deliberadamente mau, ou seja, a “ira injustificada”, mas pela misericórdia do nosso Deus, temos outra forma da manifestação da ira, que chamaremos de “ira justificada”, ou melhor, “ira justa”.
Em João 2:13 a 17 lemos: “Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azarrogue de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: ‘Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócios’. Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: ‘O zelo da tua casa me consumirá.’
A “ira justa” como apresentada em João 2:13 a 17 jamais levaria o Senhor Jesus a pecar, pois Ele mantinha Suas emoções sob perfeito controle. É importante lembrar que o cristão é um imitador de Cristo, dessa forma, deve estar certo de que a ira provém de justa indignação, e que não exprime orgulho ferido ou origina-se de provocações pessoais recebidas. A ira que o Senhor Jesus demonstra nessa passagem origina-se na decepção decorrida do desrespeito pela casa de seu Pai. Ira que se manifestou a fim de impedir a deturpação que os homens estavam cometendo diante dos mandamentos do Senhor. Ira que teve propósito de ensino, correção e jamais se repetiu em todo o ministério do Senhor Jesus.
A “ira justa” não deve possuir motivos pecaminosos nem permitir que leve a qualquer forma de pecado. O sentimento de “ira justa” que controla os pecados, pode facilmente tornar-se pervertido ou em amargo sentimento, que se volta contra nossos irmãos. Por isso é necessário que sejamos vigilantes em todo o tempo, para que a “ira injustificada”, que nos tira da razão e do bom senso, não nos leve a excedermos e pecarmos por meio de nossas ações, palavras ou até mesmo pensamentos.
O apóstolo Paulo, ao escrever esse versículo, faz uma referência ao Salmo 4:4 – “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai”. O que nos faz refletir: “Consultar o travesseiro” seria uma conversa impossível a menos que tenhamos posto a ira de lado antes de deitar. O apóstolo Paulo fala: “não se ponha o sol sobre a vossa ira”! O ressentimento pessoal pode crescer quando alimentado pelo coração do homem, que a todo o momento é atacado pela tentação da malícia e da amargura (Jeremias 17:9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; que o conhecerá?”).
Dessa forma, chegamos ao versículo 27 onde o apóstolo diz: “nem deis lugar ao diabo”. O perigo da ira é que ela dá lugar ao maligno. A ira injustificada é uma porta aberta que oferecemos ao inimigo de nossas vidas, é uma porta que alimenta o espírito de orgulho e de vaidade.
Tiago 4:7 e 8 fala que “Sujeitai-vos, portanto a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração”. E 1ª Pedro 5:8 e 9 também diz: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firme na fé,”.
Amados, não guardemos sentimentos pessoais contra as pessoas ou contra suas ações, para que o Amor de Deus que há em nós não seja anulado pelas sutilezas do maligno. O Amor de Deus tira o mal dos nossos corações e nos conserva limpos e justos diante do Senhor, nosso Deus. O Amor de Deus que há em nós nos ajuda a mantermos o “domínio próprio”, domínio que precisamos ter diariamente para que mantenhamos a nossa condição de vencedores em Cristo Jesus!
Como vencer o diabo? Resistindo-lhe!
Como permanecermos firmes? Sujeitando-nos a Deus!
Como irar e não pecar? Enchei-vos do Espírito Santo!
Ele nos dará moderação, domínio próprio e nos transbordará do Amor de Deus que nos ajudará a perdoar-nos uns aos outros e acima de tudo, amarmos uns aos outros, por meio do Amor de Cristo Jesus que nos constrange!

No amor do Senhor Jesus!
 
 

 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Consolai, Consolai!


Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.” (Isaias 40:1)

Consolai! E o Senhor reforça: Consolai!
Consolai! A quem? “Ao meu povo”.
Quem disse isso? O Senhor, o nosso Deus!
Consolai, consolai! Significa que o Senhor jamais esquece aqueles a quem ele comprou! E que o Senhor jamais perde de vista aqueles a quem Ele ama, jamais!
Precisamos lembrar diariamente de que o Senhor não está esquecido de nós e que Ele não vai perder a situação que estamos vivendo de vista! O Senhor está olhando e vendo tudo o que está acontecendo com o seu povo, com as nossas vidas porque Ele é o “Guarda de Israel”! Porque Ele é a esperança das nossas vidas!
No versículo 2 de Isaías 40 lemos: “Falai com benignidade a Jerusalém, e bradai-lhe que já se cumpriu o seu tempo, que foi já perdoado o seu pecado, e que já recebeu da mão do Senhor o dobro por todos os seus pecados.
Essa passagem fala de algo que aconteceria em um futuro muito distante ao Seu povo. A frase “em dobro por todos os seus pecados”, na realidade está se referindo a prática de “possuir em dobro”. Por exemplo, se um judeu ia à falência, ele deveria escrever uma lista com todas as suas dívidas em pedaço de couro de animal e pregar em um lugar, bem visível, onde todos que passassem pudessem ver o valor da sua dívida e identificar de quem eram. Então, às vezes, uma pessoa que era conhecida como “benfeitor”, chegaria àquele pedaço de couro o retiraria de onde estivesse pregado, leria aquela lista, depois a “dobraria” e escreveria o seu nome na parte da frente da lista e o recolocaria no mesmo local onde fora posto pelo que estava falido.
Quando este benfeitor fazia isso ele estava querendo dizer: “Eu estou dobrando, eu estou pagando, eu estou assumindo a partir de agora todas as suas dívidas, eu estou anulando as suas dívidas, eu estou tirando você da ruína, eu estou tirando você da derrota, eu estou tirando você do fracasso, eu estou tirando você da vergonha, pois eu estou assumindo todas as suas dívidas!”.
Agora me responde: Quem fez isso pelas nossas vidas? Quem pegou todas as nossas dívidas, todas as nossas vergonhas, com todos os nossos pecados, e assinou o seu próprio nome, com o seu próprio sangue e anulou definitivamente todas as nossas dívidas?
Isaías diz: “Foi perdoado o seu pecado”. O Senhor Jesus que é o nosso “Consolo”, que é a nossa “Esperança”, Ele mesmo foi o pagamento por todas as nossas dívidas!
Quando o texto fala que o Senhor está nos consolando, isso significa que: “você, amado, está sendo consolado porque o Senhor não te desampara; porque o Senhor não tira seus olhos de você; e porque Ele, o Senhor, já anulou todas as suas dívidas”. O Senhor tirou toda a sua vergonha! E no lugar da antiga vergonha, queridos, o Senhor nos dará dupla honra! Aleluia! O Senhor “dobrou” o preço da vergonha e trazendo, sobre nós, “dupla honra”! A honra de sermos chamados filhos de Deus!
Aleluia!  Louvado seja o Nome do Senhor!!! 

No amor do Senhor Jesus!